terça-feira, 31 de maio de 2016

AS CRONICAS DO TAXI VERMELHO

Risadas, gargalhadas, bochichos eram coisas que se podia ouvir atrás da porta azul bebe decorada com peixinhos.  A dona do quarto Rebeca e suas amigas: Ronda, de cabelos negros que nem os dela só um pouco mais curtos. Raquel e Rita  tinham cabelos dourados e um corte chanel perfeito. E a novata Rubi com cabelos cor de fogo, presos em um coque.
Fizeram um circulo sob o carpete vermelho, confortável, bem próximas umas as outras e se tampam com os lençóis rosa retirados dos colchões que estão sobre o tapete amarelo.
Conversas. Rebeca pigarreia. Silêncio.
-Garotas, hoje estamos reunidas para mais uma noite de contos de terror. Ela demora alguns segundos e continua e um tom de desculpas:  -E eu estou sem contos essa noite. Mais alguns minutos se passam, ela olha para as garotas esperando. Então acrescenta: -Alguém?
As garotas de cabelos douradas fazem uma careta meio incertas se devem ou não contar. Olham uma para outra, levantam a mão, ansiosas e dizem: nós temos!
Rebeca assenti e elas continuam:
-Aconteceu próximo da nossa cidade.
-Um táxi aparece do nada. E ninguém sabe dizer a cor, varia entre vermelho ou amarelo.
-Dizem que só aparece em ruas de número ímpar e depois da meia noite.
-A quem diga que a pessoa dirigindo está sem olho, um espírito com sede por vingança ou pior ainda, o verdadeiro dono do táxi esta no porta malas esquartejado.
- A única informação que temos certeza de que as vitimas são garotas e RUIVAS. As cabelos dourados pronunciaram a última palavra com se fosse um palavrão e com um tom de malícia.
 As garotas olham para a Rubi que esta com os olhos brilhando e com a mão sob a boca, espantada.
Um baque abafado na porta as interrompem. Depois outro e outro.
Todas pulam de susto, como gatos assustados, e ao som dos baques se escondem: Rebeca e a Ronda de baixo da cama, Raquel e Rita dentro do armário e Rubi atrás da cortina.
Uma voz adorável surgi atrás da porta:
-Rebeca filha é a mãe.
Todas respiram aliviadas por não ser nenhum taxista e Rebeca grita:
-MÃE!