Risadas, gargalhadas, bochichos eram coisas que se podia ouvir atrás da porta azul bebe decorada com peixinhos. A dona do quarto Rebeca e suas amigas: Ronda, de cabelos negros que nem os dela só um pouco mais curtos. Raquel e Rita tinham cabelos dourados e um corte chanel perfeito. E a novata Rubi com cabelos cor de fogo, presos em um coque.
Fizeram um circulo sob o carpete vermelho, confortável, bem próximas umas as outras e se tampam com os lençóis rosa retirados dos colchões que estão sobre o tapete amarelo.
Conversas. Rebeca pigarreia. Silêncio.
-Garotas, hoje estamos reunidas para mais uma noite de contos de terror. Ela demora alguns segundos e continua e um tom de desculpas: -E eu estou sem contos essa noite. Mais alguns minutos se passam, ela olha para as garotas esperando. Então acrescenta: -Alguém?
As garotas de cabelos douradas fazem uma careta meio incertas se devem ou não contar. Olham uma para outra, levantam a mão, ansiosas e dizem: nós temos!
Rebeca assenti e elas continuam:
-Aconteceu próximo da nossa cidade.
-Um táxi aparece do nada. E ninguém sabe dizer a cor, varia entre vermelho ou amarelo.
-Dizem que só aparece em ruas de número ímpar e depois da meia noite.
-A quem diga que a pessoa dirigindo está sem olho, um espírito com sede por vingança ou pior ainda, o verdadeiro dono do táxi esta no porta malas esquartejado.
- A única informação que temos certeza de que as vitimas são garotas e RUIVAS. As cabelos dourados pronunciaram a última palavra com se fosse um palavrão e com um tom de malícia.
As garotas olham para a Rubi que esta com os olhos brilhando e com a mão sob a boca, espantada.
Um baque abafado na porta as interrompem. Depois outro e outro.
Todas pulam de susto, como gatos assustados, e ao som dos baques se escondem: Rebeca e a Ronda de baixo da cama, Raquel e Rita dentro do armário e Rubi atrás da cortina.
Uma voz adorável surgi atrás da porta:
-Rebeca filha é a mãe.
Todas respiram aliviadas por não ser nenhum taxista e Rebeca grita:
-MÃE!
terça-feira, 31 de maio de 2016
segunda-feira, 4 de abril de 2016
PÉSSIMA HORA(1)
Paul queria fazer algo nesse domingo entediante. Se perguntava por que as pessoas achavam domingo ruim, repressivo, ou suceda a segunda aonde a maioria das pessoas começa mais uma semana de trabalho. Mas para Paul seria mais um dia para se aproveitar. Certa vez seu pai lhe perguntou o que via ao olhar um copo de suco pela metade. Sem hesitar o garoto respondeu: fácil um copo, meio cheio. Seu pai riu, deu umas palmadinhas nas costas e disse que tinha que levar a vida da mesma forma. O que o seu pai lhe disse aquela tarde o garoto só iria entender quando fosse mais velho.
E como se fosse para acorda-lo, o celular toca e Paul se encontra em pé de ao frente do espelho do banheiro se preparando para fazer a barba, balançou a cabeça como se fosse para afastar tais pensamentos. Olhou para a tela e viu o nome Nero, estranhou se perguntando o que seria. Pensou até que fosse algo ruim, geralmente ele manda mensagens e não costuma telefonar. Apreensivo ele tocou no símbolo do alto falante e colocou o celular em sobre a pia de mármore, seguro para não cair. Não esperou ele falar, Paul queria saber se seu amigo estava bem.
- Nero tais bem?! Aconteceu alguma coisa?!
Perguntou ofegante.
- Calma cara, calma, CALMA.
Nero pronunciou a última palavra como se houvesse ponto entre as letras. Então ele continuou:
- Eu tô bem sim, não aconteceu nada. Eu só liguei para saber se vais hoje e já pensas que eu to sendo raptado ou algo do tipo?
- Desculpa, mas é que normalmente sou eu quem ligo para confirmar.
- Sim, eu entendo. Mas eu que convidei dessa vez então achei que deveria ligar só para ter certeza.
- Foi mau. Só que eu não estou acostumado a te ver.
Paul hesitou e Nero terminou a frase.
- Responsável? Isso? Fica frio cara...todos crescem um dia...até mesmo eu.
Paul se sentiu aliviado ao ouvir isso dele.
- É bom né!
Deu uma risada sem graça e continuou:
- O resto do pessoal vai?
- A gangue? sim eles vão.
Paul revirou os olhos.
- Até mais!
- Até mais cabeção!
E como se fosse para acorda-lo, o celular toca e Paul se encontra em pé de ao frente do espelho do banheiro se preparando para fazer a barba, balançou a cabeça como se fosse para afastar tais pensamentos. Olhou para a tela e viu o nome Nero, estranhou se perguntando o que seria. Pensou até que fosse algo ruim, geralmente ele manda mensagens e não costuma telefonar. Apreensivo ele tocou no símbolo do alto falante e colocou o celular em sobre a pia de mármore, seguro para não cair. Não esperou ele falar, Paul queria saber se seu amigo estava bem.
- Nero tais bem?! Aconteceu alguma coisa?!
Perguntou ofegante.
- Calma cara, calma, CALMA.
Nero pronunciou a última palavra como se houvesse ponto entre as letras. Então ele continuou:
- Eu tô bem sim, não aconteceu nada. Eu só liguei para saber se vais hoje e já pensas que eu to sendo raptado ou algo do tipo?
- Desculpa, mas é que normalmente sou eu quem ligo para confirmar.
- Sim, eu entendo. Mas eu que convidei dessa vez então achei que deveria ligar só para ter certeza.
- Foi mau. Só que eu não estou acostumado a te ver.
Paul hesitou e Nero terminou a frase.
- Responsável? Isso? Fica frio cara...todos crescem um dia...até mesmo eu.
Paul se sentiu aliviado ao ouvir isso dele.
- É bom né!
Deu uma risada sem graça e continuou:
- O resto do pessoal vai?
- A gangue? sim eles vão.
Paul revirou os olhos.
- Até mais!
- Até mais cabeção!
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
O GAROTO E O ANOITECER
Em uma certa distância vi um simples poste de luz. Dava para ver até os mosquitos em volta da lâmpada brigando para ver quem morre primeiro. A luz formava um belo contraste com a escuridão da noite, o bem e o mal, o céu e o inferno. Naquele momento o poste parecia mais com um bote salva-vidas, ou melhor a luz no fim do túnel. Como se a minha vida dependesse da luz, mas no fundo eu sabia...infelizmente.
Sem hesitar começo a correr em direção ao único lugar que pode me ajudar. Sinto que tem algo atrás de mim, isso já é o suficiente para correr. Não preciso ver para crer, sentir já basta.
O mais importante agora é estar próximo do poste a cada segundo que passa. Lembro de flexionar bem os joelhos, não quero parecer uma daquelas vitimas que sempre acabam caindo, ou que tropeçam nos próprios pés nas cenas de fuga nos filmes de terror que acho sem graça. Cada galho, pedra, tudo o que compõe a floresta são pequenas armadilhas mas podem acabar sendo mortais. Esperando o momento perfeito para cair em uma delas e dar de cara com a coisa que eu sinto, mas não me atrevo a olhar. Agora eu entendo porquê as vitimas sempre caem, essa adrenalina toda, a constante paranoia.
A última vez que eu corri desse jeito foi quando minha mãe me pediu:
"Pode sair para brincar filho, mas chega antes de anoitecer. Não quero você andando a noite sozinho". Se eu estivesse com as roupas rasgadas ou me machucado ela não se importaria, mas por algum motivo chegar depois do anoitecer era cruzar seu limite. Por quê não obedeci a ela.
Sem hesitar começo a correr em direção ao único lugar que pode me ajudar. Sinto que tem algo atrás de mim, isso já é o suficiente para correr. Não preciso ver para crer, sentir já basta.
O mais importante agora é estar próximo do poste a cada segundo que passa. Lembro de flexionar bem os joelhos, não quero parecer uma daquelas vitimas que sempre acabam caindo, ou que tropeçam nos próprios pés nas cenas de fuga nos filmes de terror que acho sem graça. Cada galho, pedra, tudo o que compõe a floresta são pequenas armadilhas mas podem acabar sendo mortais. Esperando o momento perfeito para cair em uma delas e dar de cara com a coisa que eu sinto, mas não me atrevo a olhar. Agora eu entendo porquê as vitimas sempre caem, essa adrenalina toda, a constante paranoia.
A última vez que eu corri desse jeito foi quando minha mãe me pediu:
"Pode sair para brincar filho, mas chega antes de anoitecer. Não quero você andando a noite sozinho". Se eu estivesse com as roupas rasgadas ou me machucado ela não se importaria, mas por algum motivo chegar depois do anoitecer era cruzar seu limite. Por quê não obedeci a ela.
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