segunda-feira, 4 de abril de 2016

PÉSSIMA HORA(1)

Paul queria fazer algo nesse domingo entediante. Se perguntava por que as pessoas achavam domingo ruim, repressivo, ou suceda a segunda aonde a maioria das pessoas começa mais uma semana de trabalho. Mas para Paul seria mais um dia para se aproveitar. Certa vez seu pai lhe perguntou o que via ao olhar um copo de suco pela metade. Sem hesitar o garoto respondeu: fácil um copo, meio cheio. Seu pai riu, deu umas palmadinhas nas costas e disse que tinha que levar a vida da mesma forma. O que o seu pai lhe disse aquela tarde o garoto só iria entender quando fosse mais velho.
 E como se fosse para acorda-lo, o celular toca e Paul se encontra em pé de ao frente do espelho do banheiro se preparando para fazer a barba, balançou a cabeça como se fosse para afastar tais pensamentos. Olhou para a tela e viu o nome Nero, estranhou se perguntando o que seria. Pensou até que fosse algo ruim, geralmente ele manda mensagens e não costuma telefonar. Apreensivo ele tocou no símbolo do alto falante e colocou o celular em sobre a pia de mármore, seguro para não cair. Não esperou ele falar, Paul queria saber se seu amigo estava bem.
- Nero tais bem?! Aconteceu alguma coisa?!
Perguntou ofegante.
- Calma cara, calma, CALMA.
Nero pronunciou a última palavra como se houvesse ponto entre as letras. Então ele continuou:
- Eu tô bem sim, não aconteceu nada. Eu só liguei para saber se vais hoje e já pensas que eu to sendo raptado ou algo do tipo?
- Desculpa, mas é que normalmente sou eu quem ligo para confirmar.
- Sim, eu entendo. Mas eu que convidei dessa vez então achei que deveria ligar só para ter certeza.
- Foi mau. Só que eu não estou acostumado a te ver.
 Paul hesitou e Nero terminou a frase.
- Responsável? Isso? Fica frio cara...todos crescem um dia...até mesmo eu.
Paul se sentiu aliviado ao ouvir isso dele.
- É bom né!
Deu  uma risada sem graça e continuou:
- O resto do pessoal vai?
- A gangue? sim eles vão.
Paul revirou os olhos.
- Até mais!
- Até mais cabeção!